sábado, março 7, 2026

Combate ao racismo e ao reacionarismo do interior paulista

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O Brasil não é para amadores, a todo instante notícias surgem como vento, haja visto a corrupção desenfreada promovido por banqueiros e seus aliados em Brasília, e na Faria Lima. O Colégio Objetivo de Barão Geraldo e o prefeito de Valinhos compõem o ingrediente dessa fervura cotidiana.

Se o clima no cerrado está na fervura, no interior paulista, reduto do reacionarismo bolsonarista, não está tão diferente. No período de uma semana o racismo dá as caras com nome e sobrenome, como tem ocorrido diariamente pelo Brasil adentro.,

Alguns alunos do colégio Objetivo em Barão Geraldo deram uma verdadeira demonstração de racismo ao pé da letra, ao agredir verbalmente o funcionário Rodnei Ferraz, trabalhador negro, que no dever do trabalho se viu cercado de adolescentes, educados, desferirem todo tipo de ofensa racial. A escola por sua vez demonstrou que seu protocolo antirracista é só uma cartilha para ficar no fundo do armário, e resgatado no dia 20 de novembro.

Não muito distante dali, na cidade vizinha de Valinhos, o prefeito bolsonarista Franklin Duarte de Lima emitiu um cheque sem fundo na tentativa de enquadrar famílias que vivem no acampamento Marielle Vive tornando área acampada em território de utilidade pública. A alegação do prefeito é que a área é de preservação ambiental. O decreto sem lastro e sem recurso para ser mantido sequer foi negociado com os reais proprietários da área, ou com o governo federal que já anunciara a viabilidade de desapropriação para cumprimento de política agrária.

A expectativa e o projeto do governo federal para o acampamento implicam em um investimento de mais de 50 milhões de reais com fomento à agricultura familiar e outras políticas para assentamento. As condições e as estruturas da região são favoráveis. No entanto, a posição ideológica do prefeito foi de promover a expulsão das famílias que estão acampadas desde 2018. A cidade de Valinhos se caracterizou no passado por receber imigrantes europeus. O próprio prefeito é um migrante vindo da capital para a cidade.

Os dois casos revelam a marca da discriminação racial e estrutural que assola o país e os valores de uma parcela da população brasileira, contrárias a movimentos como o do MST, prova disso são as manifestações de ambos os casos nas redes sociais, preconceito, discriminação e mensagens de ódio.

Campinas, classificado como pólo cientifico e tecnológico traz uma mancha lamentável na história, o de ser o último município a abolir a escravização dos negros no Brasil, além de ter sido a currutela para onde os negros escravizados eram enviados para castigos físicos ou execução. Isso explica em certa medida, a herança aristocrática que parcela da população da classe média ainda nutre e desenvolve em relação a trabalhadores trabalhadoras do interior paulista.

1 COMENTÁRIO

  1. De fato, todas essas informações sobre Campinas me deixaram com ranço dessa cidade. A cidade onde fiz grandes amizades, inclusive meu primeiro amigo foi o próprio autor do blog. Mas hoje com essa onda bolsonarista alguns “amigos” saíram dos bueiros do racismo e do colonialismo que essa cidade a cultivou. E infelizmente os filhos.dos filhos permeiam essa “cultura”. Racista, fascistas, NÃO PASSARÃO.

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